sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

[Secção Criminal] "Um estranho lugar para morrer", de Derek B. Miller [Asa]


Ficha Técnica:


Título: Um estranho lugar para morrer


Autor: Derek B. Miller


Edição: 2014


Editora: Asa [Grupo LeYa]


Nº de Páginas: 304


Género: Thriller/policial


Saiba mais sobre esta obra AQUI


                                                                           [Sinopse]:

Sheldon, um judeu americano, parece ter chegado ao fim da linha. É viúvo, tem 80 anos, e revela sinais de demência. A filha, preocupada, decide levá-lo para Oslo, onde vive com o marido. Um dia, quando o deixa sozinho no apartamento, Sheldon ouve ruídos na escada. Percebe que é uma vizinha a ser perseguida, a tentar proteger desesperadamente um filho pequeno. A mulher acaba por ser morta selvaticamente. Mas o octogenário consegue, in extremis, esconder a criança dos perseguidores. É o ponto de partida de um romance onde tudo nos surpreende. Aos poucos, juntamos as peças do puzzle. Sheldon é afinal um ex-veterano da Guerra da Coreia, que há décadas vive num secreto inferno, a tentar expiar um crime involuntário. Num último esforço para se redimir, assume como missão salvar o filho da vizinha. Numa terra desconhecida para ambos, começa uma fuga épica, que os levará aos confins da Noruega - e uma perseguição implacável, movida por um gangue kosovar. 
Um estranho lugar para morrer, considerado o melhor romance do ano por uma série de publicações, desafia qualquer definição. O ritmo e a tensão absolutamente sufocantes remetem para o thriller moderno, do mais fino recorte escandinavo. Mas o autor, um ativista do desarmamento e dos direitos humanos, usa a dramática epopeia de Sheldon para pôr a nu a violência latente na cultura ocidental.

A inteligência de um romance literário sob a forma de thriller. New York Times


Crítica por Cláudia de Andrade para o Blogue Os Livros Nossos:

No encalce dos mais recentes policiais escandinavos, “Um estranho lugar para morrer” assoma-nos como um thriller psicológico intenso, com um herói surpreendente e com um final inesperado.

Sheldon (Donny) é um octogenário americano, judeu, que após a morte da mulher se muda para casa da neta em Oslo, onde esta vive com o marido. Apesar das tentativas para o fazerem sentir integrado, Sheldon sente-se desenquadrado e como que aceita prematuramente o seu fim.

Ao salvar o filho da vizinha que acaba brutalmente assassinada em sua casa, Sheldon enceta numa fuga por uma terra desconhecida, para proteger a criança (que lhe traz à mente e ao coração o seu próprio filho, morto em combate), do assassino da mãe.

Esta fuga é recheada de personagens reais e já idas que se imiscuem na mente de Sheldon enquanto o mesmo batalha para fazer as pazes com o seu passado e lida com um propósito reencontrado.

Perseguido por um assassino, que se revela ser bem mais do que aparenta, tal como pela polícia, somos convidados a acompanhar as personagens numa viagem aos recônditos da Noruega e aos lugares mais escuros das suas próprias mentes.
  


sábado, 6 de fevereiro de 2016

[Reportagem]Livraria Bertrand Amoreiras palco do lançamento do livro “Fazer do medo coragem”, de Teresa Marta [Os Livros Nossos/Diário do Distrito/Nova Gazeta]


Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2016, pelas 18.30, a Livraria Bertrand Amoreiras, no coração de Lisboa, foi palco do emotivo lançamento do livro “Fazer do Medo Coragem”, de Teresa Marta, a obra de estreia da autora, com chancela Matéria-Prima Edições.

A apresentação do livro coube ao comunicador Cláudio Ramos, que referiu ter achado bastante interessante pois também tem muitos medos. Destacou que a autora, de forma prática, procura resolver algumas questões como: o medo de ficar sozinho, o medo do silêncio, o medo da dependência, o medo do desafio. Cláudio Ramos sugeriu que os leitores, ao chegar a casa, abrissem o livro numa página ao acaso, e se dedicassem a ler a história sobre medo que ali encontrassem. Acrescentou ser um livro que se nota ter sido escrito com verdade. O comunicador acha que o medo é uma linha invisível que nos surge pela frente e que nos custa a ultrapassar e nem sempre temos alguém que nos ajude, e o livro de Teresa Marta poderá ser uma ajuda.

Teresa Marta explicou que o seu livro resulta da sua experiência pessoal, apesar de já ter na sua vida “passado as passinhas do Algarve” (SIC), tal não faz de si uma pessoa deprimida. A autora referiu que sempre teve o sonho de escrever e o livro é um sonho tornado realidade, tendo algumas coisas escritas desde a infância, em boa hora foi feita esta publicação. O livro foi escrito em três meses e foi uma obra que saiu das entranhas da autora. Teresa Marta agradeceu também as palavras de Cláudio Ramos, assinalando que este é também ele um exemplo pessoal de coragem, é alguém que fez o caminho ou que ainda está a fazer o caminho. Oriunda de uma região rural, recordou o preconceito que enfrentou, por exemplo, quando perguntavam aos pais onde ela ficaria a dormir, quando Teresa Marta veio para a faculdade. 



Ao lançamento, que recebeu forte adesão do público, seguiu-se uma concorrida sessão de autógrafos, tendo sido bem visível o carinho que amigos e público anónimo dedicam à simpática e sensível autora.



Autora do site e página do facebook – Teresa Sem Medo – Teresa Marta lançou em 2013 o projecto de formação e Coaching Academia da Coragem, onde promove o desenvolvimento pessoal em sessões de formato individual ou colectivo, sendo 2016 o ano que marcará a realização deste modelo de trabalho de Coaching Comportamental às empresas e organizações em geral.

Texto: Isabel de Almeida /Diário do Distrito/ Nova Gazeta
Foto: Os Livros Nossos

[Reportagem]Eduardo Sá marcou presença nos CTT da Gare do Oriente em Sessão de Autógrafos.[Lua de Papel]




Sexta-feira, dia 05 de Fevereiro de 2016, pelas 16 horas, teve início a sessão de autógrafos de Eduardo Sá na Estação dos CTT da Gare do Oriente, onde podiam ser adquiridas as diversas obras do autor, desde as dedicadas à Psicologia, com especial destaque para a obra “Um Estranho no Coração”, um romance de ficção com chancela da Lua de Papel (Grupo LeYa).

Além do autor, e dos diversos leitores que aproveitaram para fazer autografar os seus livros, esteve também presente José Pratas, editor da Lua de Papel, em representação da editora.
O evento decorreu em ambiente descontraído e informal, despertando, também, a natural curiosidade também do público anónimo que ia passando pelo local para usufruir do serviço habitual dos CTT.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

[Entrevista - Nacional] Teresa Marta em entrevista a propósito do seu livro "Fazer do medo coragem" [Diário do Distrito/Nova Gazeta/Os Livros Nossos]

Numa iniciativa conjunta com os nossos media partners Diário do Distrito e Nova Gazeta, entrevistámos ontem, dia 02/03/2016, a autora Teresa Marta a propósito do próximo lançamento do livro “Fazer do Medo Coragem” [Com prefácio de Helena Sacadura Cabral] a decorrer no próximo dia 5 de Fevereiro na Livraria Bertrand Editora das Amoreiras , a partir das 18h30m.

A autora é Licenciada em Comunicação Social, Pós Graduada em Marketing e Serviços e Mestre em Psicoterapia Existencial. Após 21 anos como Gestora, em 2013 decidiu mudar a sua vida, desempregar-se e lançar o seu projecto “Academia da Coragem”, como Coacher certificada, desenvolvendo actividades de potenciação do desenvolvimento pessoal, através do uso de metodologias activas. Ficámos a conhecer melhor a mulher por detrás da obra, e partilhamos este conhecimento com os leitores.

Os Livros Nossos: Este livro surge como corolário lógico na sequência da sua formação académica e do projecto Academia da Coragem?

Teresa Marta: Não tem tanto a ver com a formação académica. Eu fui vossa colega, trabalhei na Rádio Pal, sou Licenciada em Comunicação Social, Pós Graduada em Marketing de Serviços e só fiz o Mestrado em Psicoterapia Existencial em 2007. O livro reflecte uma mudança da minha área de actividade, eu sempre fui gestora e trabalhei em marketing e sempre tive muita apetência por perceber o que nos mantém presos ao sofrimento, o facto de ter nascido numa família também rural. Havia uma grande taxa de suicídio,  a própria mãe da minha mãe tentou suicidar-se duas vezes. Violência doméstica, hoje fala-se muito em violência doméstica porque temos as coisas mais visíveis, mas antigamente havia muita violência doméstica  que nem sequer era falada, era vivida dentro de casa,  e aguentava-se a verdade era essa. E a Academia surgiu então quando eu tive necessidade de começar a colocar no terreno afinal o que era isso da coragem, como é que nós podemos libertar-nos do medo. O livro conta dez histórias, dez histórias de medo,  e o primeiro capítulo é a minha própria história, são os tais sessenta anos de medo,  que foram tantos quantos durou o casamento da minha avó Emília, a minha mãe morreu com 64 anos e  isso no fundo resumo a história quer da minha avó, quer da minha mãe. E a minha questão fundamental é, então porque é que nós, se temos medo, estamos oprimidas pelo medo e nunca saímos do medo, o que justifica isso? E, de facto, o meu Mestrado em Psicoterapia Existencial levou-me depois a fazer a certificação internacional em Coaching Motivacional e dos Comportamentos e em estudar em maior profundidade, onde é que o medo surge no ser humano, se o medo é inato ou se é cultural ou educacional, e fe facto, há um misto das duas coisas. Ora, se nós aprendemos a ter medo em crianças, como é que os nossos pais nos ensinam ? – Olha tem cuidado, vais para ali, olha que podem-te fazer isto; olha não subas aí que é muito alto para ti;  olha que cais e partes a cabeça. É para protegermos a cria mas somos educados a ter medo – não comes a sopa vem o homem do saco.

Os Livros Nossos: Há uma cultura do medo?

Teresa Marta: Há, no meu tempo eram os ciganos, não comia a sopa vinham os ciganos. Agora há uma nova frase que é – deixa vir o teu pai que já vais ver como é que é! – Nós no fundo proporcionamos isso, e fomos ensinados desde miúdos a ter medo, a questão é que, esse medo, que até certo ponto nos protege, em adultos, quando vamos ter nós próprios relacionamentos amorosos, a nossa família, e entramos nas empresas,  o medo condiciona-nos e nós começamos a agir não pelo que sentimos, mas por tudo aquilo que nos foram ensinando. Isso é maravilhoso, perceber como é que o ser humano adquire o medo, e como é que nós podemos livrar-nos do medo e ter uma vida mais equilibrada.

Os Livros Nossos: O medo é uma força de bloqueio?

Teresa Marta: Quando é tóxico o medo é uma força de bloqueio. Aliás, há estudos muito interessantes de um Psicólogo e Psiquiatra Americano, que é o Peter Levine, que vem referido no livro. Fez estudos fantásticos e criou uma coisa que é o Instituto do Trauma, e a maior parte da vida dele foi dedicada aos animais selvagens a tentar perceber. Há uma lebre a fugir de um coiote, nós os seres humanos copiámos isso da natureza, temos três maneiras de fugir ao medo: a primeira é não nos movermos; a segunda forma é lutar e a terceira é fugir, Então a lebre fugia do coiote mas ele andava mais depressa, então a lebre ficou quieta, reduziu o batimento cardíaco e o coiote deixou-a pensando estar morta. A lebre, ao contrário de nós, não tem memória do trauma. Nós somos os nossos maiores carrascos. O ser humano memoriza o trauma. Esse registo negativo vai lá ficando, e podemos mesmo adoecer com medo, ficamos com aquele pensamento recorrente, a seguir os pensamentos adoecidos eu não posso claramente sentir-me bem, eu acabo por adoecer o meu corpo, se estou sempre a sentir-me mal emocionalmente eu vou somatizar e há cancros nomeadamente na zona do estomago e do intestino que são somatizados são pessoas que não conseguem deixar ir. Nós interrompemos a linha da vida, em vez de vivermos o presente estamos preocupados com o  “E se”, a maioria das pessoas que encontro no Coaching tem sempre esta questão do E se, encontra-se uma solução caso a empresa vá à falência, e se eu adoeço e não posso mesmo trabalhar depois . Nós seres humanos vivemos em busca da felicidade, é a nossa busca fundamental, o que para cada um de nós significa a felicidade é outra coisa, mas se estivermos antes preocupados em ver o que isto tem de bom agora, porque mesmo a noite dá origem ao dia, a tempestade dá origem a algo bom e nós aprendemos a conviver com isso. As pessoas ficam ansiosas, ficam angustiadas começam a acreditar que não são capazes, e caem, e ai há várias formas de cair das mais leves às mais pesadas.

Os Livros Nossos: Começa já a sentir alguma sensibilização para estas temáticas ao nível organizacional?

Teresa Marta: É a minha próxima fase, como trabalhei em empresas 21 anos, estou a fazer um trabalho para perceber quais são os custos do medo nas empresas. O líder tem medo de perder o poder, de ser falado nos corredores, de não atingir os objectivos e os funcionários também têm medo, por vezes incutido pelos chefes – não estás contente com o teu salário então vai lá ver como será arranjares outro emprego – e este medo é trazido para vida privada, para a família. As empresas que vivem este clima não inovam, as pessoas tem ideias para inovar mas até têm medo de as dizer com medo de serem ridicularizados ou postos de lado, são empresas que perdem clientes porque depois quem trabalha na área comercial  quando vai visitar o cliente já não vai satisfeito, são empresas que perdem a auto-estima e perdem muito do que é o seu potencial.  Há estudos muito interessantes nos Estados Unidos e aqui ao lado em Espanha, por exemplo, Pilar Jericó tem feito estudos sobre quanto as empresas estão a perder devido ao medo nas empresas e utiliza a expressão  “gestão medo zero” o que podem os gestores fazer para diminuir o medo nas empresas e aumentar a produtividade mas não pode ser uma produtividade e um lucro cego.

Os Livros Nossos: Denotam-se sectores económicos onde esta lógica do medo esteja mais acentuada?

Teresa Marta: A banca é um deles, todos os sectores que terabalhem com objectivos económicos têm medo. No sector automóvel há menos. A banca tem medo de perder clientes e de os clientes não serem tão rentáveis, se eu deixar de pagar um empréstimo o banco não vai receber. Nos seguros a mesma coisa, quando foi a venda de uma seguradora Portuguesa, quando os funcionários viam uma pessoa engravatada acompanhada de um comité a dar a volta ao open space, pensavam logo os funcionários quem é que eles vão dispensar esta semana, quem de nós vai ser convidado a sair. Os seguros a banca, a área da restauração, no fundo são áreas que estão mais dependentes do bolso do consumidor final. Há profissões de maior risco e há profissões mais seguras, embora hoje não existam empregos para a vida. È uma questão ligada ao medo e à coragem. Nós aceitarmos a insegurança é natural. No meu caso pessoal, ao decidir despedir-me em 2013, o que me custou mais fazer foi desapegar-me. Porque é verdade que é confortável viver com um salário fixo, uma boa casa, um bom carro. Esse desapego de eu perceber que tinha de remodelar a minha vida toda, eu passei a viver com um quarto daquilo com que vivia. Eu sou mais feliz, deixei de fazer milhares de horas na empresa, milhares de quilómetros de carro, passei a ter mais tempo para o meu filho.

Os Livros Nossos: Quanto tempo levou a conseguir esse desapego?

Teresa Marta: Eu ainda estou em desapego. Eu nunca mais fiz férias, por exemplo, não tenho dinheiro neste momento para ir de férias, tinha duas casas só tenho uma, tinha um carro de oitenta mil euros agora tenho um utilitário. Estou a viver das minhas ainda poucas sessões de coaching e de uma poupança que fiz. A política não me paga nada, apenas as senhas da assembleia, eu nunca vivi nem quero viver da política. 

Os Livros Nossos: Qual foi a história mais marcante do seu livro?

Teresa Marta: A mais marcante de todas foi uma senhora que não conseguia engravidar, tinha perdido uma filha com um tumor cerebral com 17 anos, Apareceu-me na primeira sessão com um potinho e perguntou se o podia colocar em cima da mesa e eu disse que sim, e depois disse-me – é a Iris – eram as cinzas da filha de que não conseguiam separar-se, perdeu o casamento, é a história típica de quem tem tudo financeiramente mas não tem o resto, temos a tendência para associar felicidade a dinheiro, é certo que ajuda, mas não é tudo. Temos que prescindir de amigos, de relações, de tempo para nós. Nós acabamos por ter de prescindir daquilo que é a nossa missão de vida. Não preciso muito para ser feliz, mas depois temos aquela ideia de – e se eu tiver mais isto – e é a eterna insatisfação do ser humano. Uma vez tive um senhor que me disse: tenho três casas, uma mulher fantástica, três filhos maravilhosos, um Jeep e um carro topo de gama, e depois vamos para o Algarve de avião e temos lá outro carro e no entanto não sou feliz, explique-me lá o que se passa. Às vezes termos tanta coisa acabamos por não valorizar outras pequenas coisas – ter tempo para tomar um café com os amigos, para ficar sozinha.

Os Livros Nossos: E a crise trouxe medo?

Teresa Marta: Trouxe muito medo. Como poderia eu ajudar se não tivesse experiencias minhas, por exemplo, no caso da mãe que tinha perdido a filha com um tumor cerebral eu nunca a entenderia se não tivesse filhos. Eu pensei que a senhora não ia voltar mais, eu chorei o tempo todo, depois acabámos abraçadas. Na sétima sessão ela disse-me que tinha ido deitar as cinzas da filha ao Guincho, como a filha havia pedido.

Os Livros Nossos: A Teresa acabou por ser uma mais-valia para essa mãe?

Teresa Marta: No dia em que acharmos que somos os melhores, como aqueles terapeutas que dizem estar resolvidíssimos algo não está certo. Nenhum ser humano está resolvido. 

Os Livros Nossos: Ao longo deste tempo todo tem sentido que tem ajudado as pessoas?

Teresa Marta: Sim tenho sentido. A vantagem de juntarmos metodologias activas à psicoterapia. Eu não faço psicoterapia no sentido estrito da expressão e isto foi por opção, porque comecei a sentir que posso ajudar mais juntando duas coisas, a minha experiencia pessoal porque passei pelos processos, e em segundo lugar a questão do fazer,  porque nós não podemos dizer que não conseguimos até tentarmos. Claro que eu ajudo as pessoas, mas não sei até que ponto eu própria saio enriquecida. No dia em que eu achar que sou a maior mandem-me internar [risos].

Os Livros Nossos: A quem aconselharia, no imediato, o livro que escreveu?

Teresa Marta: A todas as pessoas que estejam a sofrer com perdas físicas, emocionais ou com sensação de injustiça que sintam.

Os Livros Nossos: Alguma vez esteve indecisa entre o Coaching e a Psicologia ou nem sequer foi por ai?

Teresa Marta: Eu nem fui por ai porque tenho vários amigos psicólogos, sobretudo amigas e como sou uma mulher que veio das empresas a psicologia não ia proporcionar tudo o que eu desejava. Por isso fiz formação em psicoterapia existencial. Como quero levar o coaching da coragem para as empresas falta a vertente de agir, como vamos proporcionar a mudança.

Os Livros Nossos: A nível de procura de Coaching ocorre mais a nível individual ou institucional?

Teresa Marta: Mais individual, também porque o meu marketing tem sido mais noutro sentido, eu tive de testar primeiro a metodologia ao nível individual antes de ir para as empresas, era incapaz de ir para as empresas sem saber se teria resultados, também porque fui gestora e não lido bem com o insucesso, confesso. 


Entrevista conduzida por: Isabel de Almeida e Miguel Garcia 

Foto: Miguel Garcia/Diário do Distrito/Nova Gazeta


[Passatempo - Especial S. Valentim] "Tu, Eu e todo o tempo do mundo [Editorial Presença]



Para Celebrarmos o S. Valentim, temos para sortear entre os nossos leitores um exemplar do livro Tu, Eu e todo o tempo do mundo, de Taylor Jenkins Reid, com o apoio da nossa parceira Editorial Presença.

[Regras do Passatempo]:

- O passatempo decorrerá entre o dia 3 de Fevereiro de 2016 e as 23 horas e 59 minutos do dia 12 de Fevereiro de 2016.

- Será necessário preencher correctamente o formulário de participação.

- Serão válidas participações de Portugal Continental e Ilhas.

- É obrigatório ser fã do blogue no Facebook e/ou no Google + e seguidor da Editorial Presença no Facebook.

- Apenas é permitida uma participação por pessoa.

- O vencedor será sorteado  aleatoriamente através do site Random.com, sendo o prémio enviado ao vencedor pela Editora, nem a Editora nem a administração do blogue se responsabilizam por atraso ou eventual extravio de correspondência no sistema postal nacional.

Podem encontrar a resposta para a pergunta do formulário AQUI





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

[Secção Criminal] "Um Caso Tipicamente Inglês", de Elizabeth Edmondson [Asa]

Ficha Técnica:

Título: Um Caso Tipicamente Inglês


Autora: Elizabeth Edmondson


Edição: Janeiro de 2016


Editora: ASA


Páginas: 368


Género: Mistério/Policial/Histórico


Classificação GR: 5/5 Estrelas


Saiba mais detalhes sobre a obra AQUI

[Sinopse]:

Numa encantadora vila rural inglesa, o Castelo de Selchester definha. A II Guerra Mundial terminou há pouco, e nos imponentes salões restam apenas os ecos de glórias passadas.  É um destino pouco apetecível para Hugo Hawksworth, oficial dos Serviços Secretos a quem é confiada a missão de organizar os arquivos do castelo. O jovem chega acompanhado pela irmã mais nova, Georgia, por quem é responsável desde a morte dos pais. Ambos antecipam uma estadia entediante e desconfortável.  Estão enganados.
A vida no campo é uma surpresa. Rodeados de aristocratas altivos e grandiosas mansões, empregados excêntricos e vizinhos indiscretos, os irmãos sentem que mergulharam  noutra era. Mas rapidamente se deparam com segredos, intrigas familiares, uma ou outra traição e... o esqueleto do Conde de Selchester, cujo desaparecimento numa noite de tempestade permanecia envolto em mistério. A polícia encerra o caso sem grandes demoras. Hugo, no entanto, não se deixa convencer. Com a ajuda de Freya Wryton, a tentadora sobrinha do conde, lança-se numa investigação cujas sombrias implicações irão agitar todos os que o rodeiam. 
Com a elegância de Downton Abbey e a astúcia de Agatha Christie, Um Caso Tipicamente Inglês é o primeiro volume da Série Selchester e marca o regresso à escrita de Elizabeth Edmondson, uma das escritoras mais queridas dos leitores portugueses.

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o blog Os Livros Nossos:

Um Caso Tipicamente Inglês, de Elizabeth Edmondson, corresponde ao primeiro romance da Série Selchester, sendo uma história que a própria autora [infelizmente falecida no passado mês de Janeiro] qualificaria como "Mistério Vintage".

A acção decorre numa povoação rural Inglesa, tendo como ponto de partida recortes de imprensa que narram o misterioso desaparecimento de Lorde Selchester, numa fria noite de tempestade em 1947 (em plena II Guerra Mundial), e centrando-se a acção principal em 1953, ainda no rescaldo da guerra, quando Hugo Hawksworth, um oficial dos serviços secretos britânicos, é enviado para Selchester para trabalhar num departamento secreto, denominado The Hall, onde diversos funcionários trabalham sob a máscara de realização de estudos estatísticos. Hugo, ferido numa perna, enquanto prestava serviço para a sua Pátria, vê-se agora condenado a trabalho de secretária, e vai residir com a jovem irmã de 13 anos - a perspicaz e intuitiva Georgia - no Castelo de Selchester, onde se cruzam com Freya Writon (sobrinha do desaparecido Conde de Selchester) que se habita uma torre do Castelo, a pretexto de escrever a história da sua aristocrática família, enquanto permanece o impasse legal de ser reconhecido o óbito do Conde, e confiada a sua herança à herdeira legal - Lady Sonia - uma vez que o herdeiro do sexo masculino, Tom, faleceu em combate pouco depois do desaparecimento do pai.

Habituado ao bulício e relativo anonimato de que gozava em Londres, Hugo ver-se-á inserido, inicialmente a contragosto, num ambiente rural ainda muito marcado por uma visão algo medieval da sociedade, onde os Aristocratas, como o Conde de Selchester, são temidos e mais ou menos respeitados. 

Também Freya recebe os seus hóspedes, por imposição do Superior de Hugo, Sir Bernard, um dos administradores da herança do Conde, receando ver invadida a sua privacidade e a paz de que ainda ali beneficia até que a prima - Sonia - consiga concretizar os seus planos de vender a herança e pôr fim a uma época que levará consigo os segredos de família.

Georgia, por sua vez, encontrará na escola local um ambiente mais aprazível do que aquele que esperava, fará novas amizades e adaptar-se-á à vida no Castelo de Selchester, encontrando uma inesperada amiga e protectora na governanta Mrs. P.

A descoberta de um cadáver sob o lajedo da Capela Velha no Castelo irá trazer à superfície o paradeiro do desaparecido conde, e colocará Hugo, Freya e Georgia numa inesperada equipa de investigação paralela, enquanto a polícia local se mostra pouco colaborante e nada predisposta a desvendar o mistério, antes estando mais interessada em encerrar o dossier do Conde Selchester sem causar danos colateriais que possam pôr em causa a segurança do pais, atento o facto de o Conde ter tido uma figura de destaque no governo da nação.

Hugo, um circunspecto funcionário Londrino, que se sente algo deprimido devido às suas limitações físicas, descobrirá em Selchester uma investigação que o entusiasma mais do que as suas monótonas funções em The Hall, e depara-se com uma irmã que está a crescer, e que tem a rebeldia própria da adolescência.

Denota-se entre Freya e Hugo alguma tensão romântica, cujo desenlace mantém também o interesse das leitoras mais românticas.

Interessante é, também, a forma como  Elizabeth Edmondson contextualizou historicamente a narrativa, dando conta de algumas inquietações próprias do pós-guerra, do fim de uma época mais tradicionalista e das novas correntes científicas, com hilariantes e bem conseguidas referências a Sigmund Freud, Anna Freud e ao movimento psicanalítico que então começa a afirmar-se no panorama  cultural britânico.

Num ambiente marcado pelos mexericos próprios de uma zona rural, sendo evidente a hipocrisia e os segredos da classe aristocrática, tolerada pelos habitantes locais, o receio de ver instalar no Castelo secular um hotel de luxo que irá desvirtuar a herança histórica de um património bastante rico, o leitor é envolvido na investigação da morte do Conde de Selchester, ao mesmo tempo que se confronta com segredos de família e um clima de permanente mistério com alguns twists finais que alimentam a vontade de saber toda a verdade.

Glamour, mistério, intriga, perigo, segredos de família e emoções fortes, numa trama bem conseguida e que nos deixa expectantes para novos desenvolvimentos no segundo livro da série! Os leitores de Agatha Christie vão, certamente, adorar este romance.







sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

[Young Adult] "A Seleção", de Kiera Cass [Marcador]

Ficha Técnica:

Título: A Seleção


Autora: Kiera Cass


Editora : Marcador


Páginas: 292


P.V. P.: 15,95€


Classificação GR: 4/5 estrelas


Género: Young Adult/Fantasia


                                                          [Sinopse]:

Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida.

É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.


No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.



Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.



Crítica por Irina Fino para o Blogue Os Livros Nossos:


Ler A Seleção veio romper com todas as opiniões que já tinha visto sobre este livro.
Então, esta história fala-nos sobre America Singer, que vive numa sociedade moderna, dividida por castas (uma divisão da sociedade que depende das profissões e posses de cada grupo social). Embora, America seja da casta Cinco, recebe, como todas as outras raparigas de idade apropriada, uma carta sobre a sua participação na selecção. 

A Selecção não é nada mais, nada menos do que a escolha de 35 raparigas para viverem no palácio por tempo indeterminado com o objectivo de uma delas vir a ser eleita pelo príncipe para ser sua esposa.

Inicialmente, America não  sente vontade nenhuma em participar, mas após ser coagida pela mãe e incentivada por Aspen (um rapaz determinado e que quer o bem de America), acaba por se inscrever e … surpresa das surpresas, é seleccionada!

A vida no palácio não se torna muito fácil com mais trinta e quatro raparigas a lutarem pelo príncipe, para além de que America nem queria estar naquela situação, mas após fazer um pacto com o príncipe Maxon (rapaz muito cordial, educado e super amável!), e ao criar uma amizade com a jovem Marlee, a selecção torna-se menos penosa. No final do livro, America percebe que tudo em que acreditou pode mudar, sendo escolhida para a Elite.

Após todas as pesquisas e comentários sobre esta obra, fiquei surpreendida por ter gostado e, principalmente,  por ter simpatizado com America, já que esta personagem não havia caído nas boas graças de toda a gente, devido à sua personalidade volátil. Essa mesma personalidade foi mais acentuada no início do livro e vi alguma evolução na sua pessoa a partir do momento em que entrou no palácio. No entanto, quanto às outras personagens que acabam por fazer um triângulo amoroso, não achei que fossem muito cativantes. Neste livro não conhecemos Aspen em termos mais profundos, o que gostaria que tivesse acontecido pois, embora no passado de America ele tenha sido muito importante, Aspen ainda não desapareceu e continua presente. Saliento ainda que gostei da determinação dele em lutar pela pessoa que ama. Já Maxon, o príncipe, por outro lado, interessou-me mas achei que faltava mais! Mais de tudo um pouco, para ser sincera. É elegante, um verdadeiro cavalheiro mas faltou-lhe uma pitada de atrevimento!

Apreciei o facto de a história, embora tenha uma dimensão monárquica, seja bem actual, com a emissão de um programa televisivo sobre a selecção e a vida das concorrentes no palácio, tal como um típico programa dos dias de hoje.

No geral, adorei a história, a escrita de Kiera Cass e todo o rol de acontecimentos! Estou a torcer pelo Maxon e pela America, mas acho que uma certa concorrente vai infernizar a vida à pobre rapariga! Estou ansiosa para ler a continuação - A Elite  - e ver se ainda é melhor que o primeiro livro!



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

[Novos Livros] " Tu, Eu e Todo o Tempo do Mundo", de Taylor Jenkins Reid [Editorial Presença]

Tu, Eu e Todo o Tempo do Mundo

Taylor Jenkins Reid

Título Original: Forever, Interrupted

Tradução: Isabel Nunes
Páginas: 304
Coleção: Grandes Narrativas Nº 626
PREÇO: 16,90€
ISBN: 978-972-23-5759-3



Data de Publicação: 3 Fevereiro 2016



                                         OBRA DE ESTREIA

«Um romance comovente sobre a vida e a morte.»
Kirkus

4.4 estrelas na amazon.com

[Sinopse]:

Quando Elsie Porter saiu de casa naquele chuvoso dia de Ano Novo estava longe de pensar que minutos depois conheceria o seu grande amor, Ben Ross. A atração é imediata e arrebatadora, e casam-se pouco tempo depois. No entanto, um acidente mortal destrói a felicidade de Elsie. Para a ajudar a lidar com a dor, conta com a mãe de Ben, numa manifestação de amizade que se revelará de enorme importância para as duas. Uma história contada de maneira simples e profunda.

[Sobre a autora]:

Taylor Jenkins Reid é uma escritora, ensaísta e argumentista norte-americana. Os seus ensaios são publicados pelo Los Angeles Times e pelo Huffington Post. Tu, Eu e Todo o Tempo do Mundo, o seu primeiro romance, tem os direitos vendidos para diversos países, entre eles Itália, Alemanha, Holanda, Noruega, Espanha, Brasil e Estados Unidos da América.
Mais informações em: http://www.taylorjenkinsreid.com.

GÉNERO: Ficção e Literatura/ Romance Romântico/ Romance Contemporâneo.

PÚBLICO-ALVO: Público adulto, preferencialmente feminino.


    [Citações de Imprensa Estrangeira]:


«Cada página faz-nos rir e chorar.» - Redbook

«Taylor Jenkins Reid estreia-se com um livro magnífico.» - Romantic Times

«Comovente e intenso. A autora deixa uma marca indelével. Um romance de estreia notável.» - Publisher's Weekly, starred review


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