quarta-feira, 23 de Julho de 2014

[Renda & Saltos Altos] "Dominada", de K. Bromberg [Topseller]



Autora: K. Bromberg


1ª Edição: Julho de 2014

Páginas: 352

Género: Ficção erótica/Romance contemporâneo

Saiba mais detalhes sobre a obra AQUI

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Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Dominada é o primeiro romance de uma nova trilogia erótica contemporânea que chega ao mercado Português com chancela TOPSELLER, [Grupo 20/20].

   Neste primeiro livro da trilogia teremos oportunidade de conhecer os dois protagonistas, que travam conhecimento no decurso de um evento social de relevo, de forma algo conturbada e com um toque de algum humor...

   Ambas as personagens mostram uma boa densidade ao nível psicológico. Rylee Thomas, uma Psicóloga com formação específica em serviço social, é uma jovem trabalhadora, apaixonada pelo seu trabalho numa organização que apoia menores desfavorecidos, e que vive atormentada e em pleno processo de luto perante a perda da pessoa amada em circunstâncias trágicas, sentindo-se culpada por ter sobrevivido, e lutando para superar o trauma que a corrói.

   Por sua vez, Rylee irá cruzar-se com o sexy e misterioso Colton Donovan, um piloto de alta velocidade, adoptado por um casal famoso de Hollywood, que esconde uma infância perturbadora (antes da adopção). Colton surge perante o olhar do público como um verdadeiro bad boy, determinado, dono de uma personalidade bastante forte e habituado a ser o centro das atenções e a deter sempre o comando das situações, assumindo o papel principal na vida como nas corridas de automóveis ( o meu onde se move).

   Em Rylee há algo de menina certinha, nunca precisou de arriscar, até ao momento em que se cruza com Colton, que a leva a descobrir novos limites e que os limites se destinam, muitas vezes a ser testados e ultrapassados.

   Uma forte atracção física irá arrastar ambos para os braços um do outro, e a tensão sensual e sexual, assim como uma forte química é evidente entre este casal. A autora brinda os leitores com cenas de explicito teor sexual verdadeiramente escaldantes, revelando-se exímia a descrever uma verdadeira explosão sensorial.

  Mas à medida que ambos se deixam dominar pelos instintos, as emoções começam a fluir, e caberá a ambos fazer a respectiva gestão. E aqui surge para ambos o grande desafio, quem ganhará este verdadeiro duelo de egos?

- Estará Colton preparado para enfrentar o risco de assumir uma relação amorosa em pleno, sendo avesso ao compromisso por motivos ocultos mas que se prendem com segredos da sua infância?

- Estará Rylee pronta a aceitar da parte de Colton apenas a vivência de cada momento, sem uma relação afectiva completa e com base na reciprocidade e cedência mútuas?

  Será a resposta a estas duas questões que todos os leitores irão ansiar por desvendar, tendo por base as pistas lançadas neste primeiro livro da trilogia, e nos que se vão seguir.

  Mais um ponto positivo desta obra, é toda a contextualização que é dada ao romance entre os dois protagonistas, sem ser esquecida uma alusão à relevância dos afectos na construção do caminho de cada ser humano, sendo comovente o amor e dedicação que Rylee coloca no trabalho com as crianças que tem a seu cuidado, em especial com um menino cujas emoções estão ainda bloqueadas por um trauma. Curiosamente, o cuidado e preocupação para com estes jovens será, inadvertidamente, um dos pontos que Rylee e Colton terão em comum.

  Intenso, profundo, sensual e envolvente, assim podemos caracterizar em traços largos, este livro.






quinta-feira, 17 de Julho de 2014

[Renda & Saltos Altos] "Proposta Indecente", de Patricia Cabot [Quinta Essência]



Autora: Patrícia Cabot


Edição: Julho de 2014

Páginas: 360

Género: Romance histórico sensual


Para saber mais detalhes sobre a obra e adquirir o livro online, clique AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


   Proposta Indecente, de Patricia Cabot, com chancela Quinta Essência, corresponde a um delicioso romance histórico, ou de época, cuja acção decorre no Século XIX entre Inglaterra e as Bahamas.

   Estamos perante um romance de cunho essencialmente feminino, onde não faltam personagens fortes, momento de humor, muita acção, e algum suspense até ao desejado final.

   A protagonista feminina - Payton Dixon - é uma jovem beleza rebelde e obstinada , inteligente e corajosa,  criada pelo pai e entre os irmãos, todos do sexo masculino, acabou por se tornar numa Maria Rapaz, mas acalenta uma paixão secreta pelo sóbrio e determinado Capitão Connor Drake, um intrépido navegador que trabalha para o pai de Payton - o armador Sir Henry Dixon.

   O objecto dos afectos de Payton - Connor Drake - está prestes a casar com a bonita e aparentemente frágil Miss Rebecca Whitby, e a jovem procura uma solução que impeça este casamento, receando perder o homem que ama.

   Entretanto, Georgiana, cunhada de Payton, esposa do seu irmão Ross, é agora a figura feminina de referência para a jovem, e procura ensinar-lhe as regras do bem estar social, no sentido de a apresentar à sociedade e encontrar-lhe um marido, mas Payton mostra a sua rebeldia em todas as ocasiões, sendo avessa à vida dos salões e sonhando ter a seu cargo um dos navios do pai, pois está familiarizada com a vida no mar, que adora.

   Drake, o protagonista masculino, revela-se um homem integro, determinado, e bem ciente de valores como a honra e honestidade, assumindo a contragosto, e por força das circunstâncias, um título nobiliárquico que, até ai, pertencia a seu irmão Richard, com o qual não mantinha uma relação muito próxima ou sequer cordial, e aceitando as responsabilidades inerentes à sua ascensão forçada na escala social.

   No decurso da narrativa, haverá lugar a mistérios, perigos e traições, sendo um detalhe bastante interessante e apelativo neste romance a descrição de ataques de piratas e de verdadeiras batalhas navais, numa época em que a pirataria gerava ambiente de verdadeiro terror junto das embarcações mercantis e respectivas tripulações.

  Além do risco de ataques piratas, os Dixon e a sua frota comercial defrontam-se também com a acesa rivalidade e oposição de Sir Marcus Tyler, um concorrente no negócio de transporte de mercadorias.

  O amor e a sensualidade marcarão também presença nesta história, num cenário bastante inusitado, que não revelamos às leitoras, para não incorrermos no risco de spoilers.

   Em suma, um romance divertido, atrevido e bem recheado de peripécias capazes de manter a nossa atenção presa às páginas deste livro, revelando-se uma das leituras ideais para este verão, preferencialmente, numa praia algures, onde possamos pousar os olhos no mar, enquanto saboreamos a história, e imaginar perante os nossos olhos aventuras marítimas com um toque de romantismo.

Recomendamos com nota máxima esta leitura!

Classificação atribuída no site GoodReads: 5/5 estrelas

Já conhece outra obra da autora? Leia AQUI a nossa crítica ao romance Um Pequeno Escândalo, da autora Patrica Cabot, cuja leitura também recomendamos.






domingo, 13 de Julho de 2014

[Secção Criminal] "Quando o Ódio Matar", de Carina Bergfeldt [Planeta]



Autora: Carina Bergfeldt

Edição: Julho de 2014

Editora: Planeta

Páginas: 384

Preço: 18,85€

Género: Thriller Psicológico

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o blog Os Livros Nossos:

Quando o Ódio Matar, é o surpreendente e brilhante romance de estreia da autora Sueca Carina Bergfeldt. Um thriller psicológico verdadeiramente arrebatador e de leitura compulsiva, que fará o leitor procurar cada pista que lhe permita chegar ao culpado do homicídio de uma dona de casa e mãe de família, na normalmente calma cidade de Skode.

Também constitui um apelo irresistível para o leitor procurar descobrir qual das três protagonistas femininas da história se encontra a planear detalhadamente, e sem nada deixar ao acaso, a morte do pai, um homem violento que deixou marcas indeléveis na sua auto-estima, nos seus padrões de relacionamento com terceiras pessoas,e em todo o se percurso de vida.

A investigação do violento homicídio de Elisabeth Hjort irá merecer a atenção de duas jornalistas de um jornal local - Ing-Marie Andersson e Julia Almliden , assim como da agente da polícia Anna Eiler.

Ao leque de personagens centrais soma-se ainda o chefe da polícia local - o temperamental e mal humorado Ulf Karlkvist, cujas atitudes menos educadas e ponderadas conferem algum colorido à dinâmica da narrativa.

A narrativa decorre em dois planos paralelos, logo,enquanto acompanhamos  o curso da investigação criminal de um homicídio, onde tomamos contacto com as ligações por vezes conflituosas entre as autoridades e os meios de comunicação social, e com os meios menos ortodoxos, mas tantas vezes mais eficazes utilizados pelos jornalistas de investigação, somos brindados com a determinação de uma mulher que procura cometer o crime perfeito na pessoa do seu pai.

O plano de homicídio vai sendo concebido a par e passo, sem esquecer qualquer detalhe, e não sem algumas notas de ironia no diálogo interno da personagem.

Em termos narrativos, parece-nos também interessante assinalar a presença de breves descrições do passado familiar da personagem que pretende assassinar o próprio pai, sob a forma de analepses, e que permitem melhor compreender os motivos subjacentes a esta decisão crítica.

Todo o romance tem subjacente uma pesada carga psicológica, aqui e ali atenuada com alguns momentos de ironia e até humor. Mas a caracterização psicológica mais profunda incide sobre a personagem que pretende matar o pai, e que acaba por nos suscitar uma reflexão sobre o modo como o ambiente envolvente e, em especial, as relações significativas em termos familiares moldam a conduta humana na vida adulta, numa perspectiva que, arriscamos mesmo a dizer, tem alguma inspiração de origem psicodinâmica em termos de modelo teórico psicológico subjacente (a referida linha teórica, em termos de psicologia, tem a sua origem nas teorizações de Sigmund Freud e seus seguidores).

Em suma, um livro cru, irónico, e uma narrativa tecida de forma elaborada e envolvente,  que nos impele a virar cada página de forma compulsiva.






segunda-feira, 30 de Junho de 2014

[Renda & Saltos Altos] "Um Amor ao Luar", de Emma Wildes [Planeta]


Título: Um Amor ao Luar

Autora: Emma Wildes

Editora: Planeta

Páginas: 296

Género: Romance Histórico Sensual

Crítica por Isabel Alexandra Almeida / Blog Os Livros Nossos:

   Um Amor ao Luar dá início a uma nova série de romances de Emma Wildes. Trata-se de um romance sensual com cenário na Inglaterra do Século XIX.

   Além dos habituais detalhes caracterizadores de uma sociedade presa a rígidas regras e padrões de comportamento, onde a reputação de uma jovem senhora poderia ser fácil e inadvertidamente  abalada ou mesmo destruida de modo irreversível, somos brindados com um clima de permanente intriga e mistério, que percorre toda a narrativa, e que, em muito, contribui para manter o leitor agarrado ao livro até ao momento de virar a última página.

  Como protagonistas da trama encontramos duas personagens bastante paradoxais, que se verão fortemente atraídas uma pela outra, ainda que tal proximidade não seja bem aceite pela sociedade.

    Lady Elena Morrow é raptada e levada inconsciente para um misterioso local onde encontra um inusitado companheiro de cárcere - o Visconde Andrews - um reconhecido e intrépido libertino, um homem rico, tremendamente atraente, mas totalmente avesso ao compromisso matrimonial.

   Elena é uma jovem ingénua, mas com espírito de aventura e dotada de graciosidade e inteligência, com opiniões muito próprias e que não está especialmente entusiasmada com o seu recente noivado com Lorde Colbert - uma escolha irrepreensível sob o ponto de vista do que então se entenderia por "socialmente correcto", mas que não desperta na jovem a chama da paixão pela qual anseia a alma romântica da jovem.

   O Visconde Andrews [Ran], por sua vez, um assumido libertino, mostra-se deveras intrigado em relação aos motivos e ao autor do seu rapto, e não entende porque se vê com Elena em tão embaraçosa situação, estando em cuidados perante a preocupação que o seu misterioso desaparecimento causará à tia e à jovem irmã, que ficou ao seu cuidado, após a morte dos pais de ambos.

   As duas vítimas de tão curioso rapto, verão surgir em si mesmos impulsos, necessidades e sentimentos que ainda tentam negar, embora sem sucesso, e vivem momentos pautados por intensa sensualidade, descritos de forma intensa, cativante e gradual pela autora.

   Não menos interessante é o casal de personagens secundárias nesta narrativa - Alicia [prima de Elena] e o marido, o rígido, severo e contido Lorde Benjamin Wallace. Lorde Benjamin é chamado a investigar o misterioso desaparecimento de Elena, a pedido do pai desta e tio da esposa.

   Alicia, apaixonada pelo marido, luta para dar um colorido emocional que sente faltar na sua vida conjugal, que sente algo rotineira e convencional, e para tanto, dispõe-se a recorrer a estratégias ardilosas e inteligentes, para seduzir o marido e conquistar o amor deste, já que não vê grande sentido num casamento meramente formal, então em voga.

   Lorde Wallace, mais habituado à intriga política - a sua verdadeira zona de conforto - vai ter de se tornar inesperadamente num verdadeiro detective privado, mas descobrirá também novos encantos na sua bela e inteligente esposa, passando a encarar o casamento sob uma nova e interessante perspectiva onde o prazer físico se combina e é complementado pelas emoções, até ali contidas.

   O livro mostra uma linguagem formal. bastante adequada à època histórica e ao espaço social onde se movimentam as personagens [que integram a alta sociedade Londrina, no século XIX], mas bastante acessível ao leitor. O mistério que aguça a nossa curiosidade constitui um bom trunfo narrativo sabiamente utilizado por Emma Wildes, o que mantém os leitores em expectativa permanente até ao final da trama. E o pendor marcadamente sensual não ficou esquecido, sendo bastante explícitas as cenas verdadeiramente escaldantes entre as personagens principais e as secundárias, mas estando também fortemente presente o mundo dos afectos.

  Presentes também alguns detalhes interessantes, e que caracterizam a época, como o conceito de honra a defender pelos cavalheiros, e o julgamento social sempre presente.

 Uma obra envolvente e que agradará aos amantes deste género literário bastante específico, que conta com muitos fãs no nosso país.




domingo, 29 de Junho de 2014

[Renda & Saltos Altos] "Um Amor na Cornualha", de Liz Fenwick [Quinta Essência]



Autora: Liz Fenwick

Editora: Quinta Essência [Grupo LeYa]

Edição: Junho de 2014

Páginas: 368

Género: Romance

Crítica por Isabel Alexandra Almeida/ Blog Os Livros Nossos:

            Um Amor na Cornualha  “Um amor na Cornualha”, da autora Norte Americana Liz Fenwick, trata-se de um romance assumidamente feminino e ligeiro, mas que fica na memória das leitoras, pela sensibilidade com que aborda temas delicados em termos de vivência humana, além de descrever uma região do Reino Unido que, a julgar pelas descrições da belíssima paisagem, parece conter em si uma espécie de magia ou encantamento, que facilmente prende o forasteiro que ali se desloque – a Cornualha.

      A linguagem é fluída, acessível, imbuída de sensibilidade e envolvência. O ritmo da narrativa é suficientemente rápido para nos manter presos às páginas do livro, mas lento o bastante para nos arrastar para o meio da história.

        Judith Warren, aos 30 anos, parece ter a vida que muitas pessoas sonhariam ter, vive junto da família em Osterville, Cap Cod, Massachusetts, e está prestes a casar-se com John, um Advogado bem sucedido, de uma família local, que está sinceramente apaixonado pela jovem. 

      Uma inquietação inesperada, uma insegurança e um súbito desejo de mudança, leva a noiva a desistir do casamento, deixando o noivo desolado e as duas famílias perante o duro julgamento social da impulsividade do acto.

       Jude e os pais, na verdade, vivem numa aparente acalmia, mas nenhum deles superou ainda a morte de Rose, a irmã mais velha de Jude, que acaba por ser vista pelos pais e pela irmã, como um exemplo de perfeição – no que certamente resultará de algum natural grau de idealização de um ser amado em relação ao qual toda a família ainda não elaborou o respectivo processo de luto.

      Além de não ter superado a morte da irmã, Jude sente que nunca conseguiu satisfazer as expectativas da mãe, enquanto filha, apesar de sempre se ter esforçado para conquistar o apreço e amor incondicional dos progenitores, chegando mesmo a anular a sua personalidade, e como que a deixar que a mãe a leve a viver uma vida que, afinal, sente não ser a sua.

     A jovem parte para o Reino Unido, para junto de Bárbara, amiga de longa data da mãe, e acaba por ir em trabalho até à Cornualha, onde lhe caberá ajudar o académico Petrock Trevillion na árdua tarefa de organizar e catalogar uma vasta colecção de notas pessoais e a biblioteca, estando em preparação a escrita de um livro sobre um local muito especial e caro a Petrock – Pengarrock – uma mansão familiar e histórica na Cornualha.

     Apenas Tristan Trevillion, filho de Petrock, não se deixa envolver pelo fascínio da casa e do local, e tem outros planos para a propriedade. 

   Também Helen, a fiel governanta, é uma defensora incondicional da herança cultural e histórica de Pengarrock, encontrando em Jude uma importante aliada.

    Creio não ser exagerado considerar Pengarrock, a mansão, uma personagem da história de pleno direito, até porque não é difícil imaginar-nos a querer desvendar mistérios do passado, a percorrer uma belíssima mansão histórica, dotada de uma beleza decadente, ou a percorrer as estantes de uma biblioteca antiga, com volumes únicos de impressionante valor histórico e cultural. 

      Em busca de si própria, e dos segredos da bela Cornualha, Jude terá tempo para reflectir sobre o seu percurso, e na melhor forma de reencontrar a sua própria identidade, e lançar as pontes que lhe permitam recompor o seu relacionamento com os pais.

     Uma excelente leitura com chancela Quinta Essência, Liz Fenwick, em cuja leitura nos estreámos, será mais uma autora a seguir.






quinta-feira, 1 de Maio de 2014

[Fantástico] "Feitiço", de Sylvia Day [5 Sentidos - Porto Editora]


Título: Feitiço

Autora: Sylvia Day

Editora: 5 Sentidos [Grupo Porto Editora]

Edição: Abril de 2014

Páginas: 216

Género: Erótico/paranormal

Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

   Feitiço,  de Sylvia Day, trata-se de uma obra escaldante que combina erotismo e paranormal, com a forte carga de sensualidade a que esta autora já habituou os seus leitores em todas as suas obras.

terça-feira, 29 de Abril de 2014

[Renda & Saltos Altos] " Uma rapariga entra num bar", de Helen S. Paige [Bertrand Editora]



Autora: Helena S. Paige

Editora: Bertrand Editora

Edição: Abril de 2014

Páginas: 200

Género: romance erótico/Interactivo


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:


    Uma rapariga entra num bar, é uma obra escrita por três amigas, assinando sob o pseudónimo literário de Helena S. Paige.

   Estamos perante um romance erótico com descrições de fazer corar a leitora mais atrevida, mas escrito com um humor verdadeiramente contagiante.

   A protagonista do livro acaba por ser uma personagem cujas decisões e experiências sexuais bastante imaginativas e inusitadas se destinam assumidamente a serem fantasiadas na primeira pessoa pela leitora, e esta característica da obra é abertamente transmitida às leitoras, na medida em que estamos perante um livro francamente original, dentro do género literário erótico, pois no decurso da leitura cabe ao leitor escolher o fio condutor da história que pretende ler, podendo ser escolhidos diversos percursos, consoante as decisões ou escolhas que se façam ao longo dos vários segmentos narrativos.

 Bem escrito, divertido, terrivelmente sensual e ousado, é inevitável que não se consiga resistir à tentação de seguir os vários percursos narrativos propostos, e garanto que vale a pena aproveitar todo o potencial da obra, que é verdadeiramente interactiva, dando à leitora o raro poder de decidir pela personagem, e acabando por dar uma experiência de leitura com múltiplos finais alternativos, como se perante os nossos olhos desfilasse uma série televisiva, onde nós assumimos o papel de espectadores privilegiados.

  Verdadeiramente delicioso, diferente, bem humorado e sensual, uma verdadeira tentação que nos faz virar as páginas sempre em busca da próxima surpresa.

   Outro detalhe interessante, é que a protagonista é uma personagem perfeitamente verosímel, pode ser qualquer uma de nós ou the girl next door.

  Brilhante e bem conseguido! Um conceito bastante inovador num género onde existem sérios riscos de cair em estereótipos.


Classificação GoodReads atribuída: 5 em 5 estrelas
  

segunda-feira, 28 de Abril de 2014

[Renda & Saltos Altos] " Nove Semanas e Meia", de Elizabeth McNeill [Quinta Essência]



Autora: Elizabeth McNeill

Edição: Abril de 2014

Editora: Quinta Essência

Páginas: 152

Género: romance erótico


Saiba mais detalhes sobre a obra AQUI


Crítica por Isabel Alexandra Almeida para o Blog Os Livros Nossos:

   Nove Semanas e Meia, agora reeditado em Portugal com a chancela de qualidade da Quinta Essência, é o que podemos apelidar de um verdadeiro clássico da literatura erótica mundial, sendo sua autora Elizabeth McNeill, o pseudónimo da Austríaca Ingeborg Day.

   A obra de curta extensão adquire em intensidade o que lhe falta em número de páginas. Numa escrita elegante, a narradora descreve na primeira pessoa o relato de uma relação amorosa mantida com um homem que conheceu casualmente em Nova Iorque, e ao qual virá a ligá-la um vínculo bastante forte, já que ambos acabam por manter uma relação amorosa de carácter sado-masoquista e também algo obsessiva, onde necessariamente se testam limites e resistências, físicas e psicológicas, assumindo a mulher o papel passivo da relação, sendo sujeita a diversas experiências sexuais de dominação, humilhação e destas retirando inegável prazer para si própria.

Quase como paradoxo inerente ao género de relação íntima que mantêm os protagonistas desta história (que sabemos serem pessoas cultas, de classe media alta e executivos), o elemento masculino mima a sua amante, satisfazendo-lhe mesmo alguns caprichos materiais ( por exemplo, comprava e oferecia-lhe um livro em que esta tivesse manifestado interesse), mas revela-se verdadeiramente implacável e irredutível quanto ao exercício de poder na relação, exercendo também um evidente jogo de manipulação psicológica , sempre que a conduta da mulher não se coadune com os seus planos ou com o entendimento muito peculiar que tenha de uma dada situação contextual.

A linguagem usada na obra é literária, embora contenha descrições bastante explícitas de actos sexuais ou com conotação sexual de natureza Sado-masoquista, estando inerente por vezes uma violência física e/ou psicológica que poderá chocar os leitores menos prevenidos ou menos ambientados neste tipo de leitura.

  Um dos detalhes que também se evidencia no livro é o seu final bastante surpreendente.

  Em suma, um clássico do erotismo, que chegou a inspirar um filme de culto com o mesmo título, ousado, sensual, violento, mas escrito com uma rara elegância e clareza de linguagem, como que descrevendo objectivamente uma vivência ou perspectiva de relacionamento que tem tudo de subjectivo, de íntimo e de pessoal.


Classificação atribuída no GoodReads: 4 em 5 estrelas.