domingo, 16 de setembro de 2012

[Ponto M.] "Rosa Selvagem", de Patricia Cabot

A Rosa Selvagem


Sinopse:

Como nunca houvera uma mulher que não conseguisse encantar, Edward tinha a certeza de que iria conquistá-la. Mas Pegeen MacDougal não era nem velha, nem criança - era muito mulher, com uma língua aguçada, uns olhos verdes de levar ao inferno e uma sensualidade que o deixava doente. Infelizmente, ela desprezava-o, assim como à ostentação da sua classe social e à falta de consideração que mostravam pelos menos afortunados. Mas, pelo bem do seu sobrinho Jeremy, Pegeen concordou que ambos se mudariam para a propriedade de Edward. O risco tornou-se rapidamente aparente. Pois ela sabia que podia resistir ao dinheiro de Edward, ao seu poder, à sua posição... a todo o seu mundo. No entanto, era o seu beijo que prometia ser a sua destruição.

Opinião:

Até a rosa mais selvagem, se for amada, não pica...

Em Julho, quando li "O Casamento do Ano" de Laura Lee Gurhke, editado pela Livros d'Hoje com a chancela "Tiara" numa das abas vinha a anunciar um novo livro intitulado "A Rosa Selvagem" de Patricia Cabot. Fiquei muito entusiasmada, pois para quem não sabe Patricia Cabot é um heterónimo da autora muito popular, Meg Cabot, escritora que aprecio bastante tendo já lido cerca de três dezenas de livros dela, entre os quais Nicola e o Visconde” e “Victoria e o Charlatão” que também são romances históricos mas mais soft e a puxar para o lado mais divertido. Assinando como Patricia, os livros não são tão engraçados como por exemplo O Rapaz da Porta ao Lado ou Tamanho 42 não é para gordas mas apresentam-se como verdadeiros contos de fadas para um público mais romântico.

O tempo passou e nem notícias da publicação de "A Rosa Selvagem" calculei que a editora tivesse desistido e por isso quando no final do mês de Agosto vi este novo lançamento para Setembro fiquei surpreendida e muito ansiosa por lê-lo!

Neste primeiro livro de uma nova série, entramos no mundo dos Rawlings. Edward Rawling, o típico galã arranja sempre desculpas para não desempenhar as suas obrigações burocráticas como duque. Não sendo o verdadeiro herdeiro, e depois de uma tentativa falhada por parte do seu criado Herbert em convencer o herdador a juntar-se à sua verdadeira família, parte numa viagem até à Escócia para encontrar-se com o seu sobrinho orfão Jeremy, de apenas 10 anos. O que ele não esperava era encontrar o amor...

Ao chegar, Edward fica completamente arrebatado por Pegeen, uma mulher demasiado frontal para a época em que vive (a sério, a Peggen é mesmo linguaruda!) que não aceita esmolas de ninguém e nem quer que Jeremy, o pequeno herdeiro se iluda com a riqueza que possui. E é aqui que os dois adultos irão chocar pela primeira vez. Edward não aceita que o menino viva em condições miseráveis se tem em seu poder uma fortuna e Peggen receia que o sobrinho cresça mimado e convencido. Pensando no futuro deste, Pegeen aceita a proposta de Edward: viverem na mansão dos Rawlings em Inglaterra.

A vivência entre os três vai ser bem difícil, especialmente entre os dois protagonistas que sempre que se cruzam, faíscas saltam por todos os poros da pele. A atracção é inevitável. Edward nunca conheceu nenhuma mulher que o recusasse e a resistência de Pegeen aos seus avanços, enlouquece-o de desejo. Com uma personalidade bem difícil, respondona mas atrevida, Pegeen, apesar de não querer admitir e ter sempre negado qualquer tipo de ajuda, resistindo à loucura de se entregar nos braços de um homem, vê-se rendida e conquistada, embora lentamente por Ed.

Claro que a chegada da jovem torna-se objeto de muita curiosidade na vizinhança do solar dos Rawlings, especialmente da viscondessa Lady Arabella, amante de Edward e personagem que transpira veneno mal abre a boca, especialmente quando confronta a doce tia de Jeremy, apesar de esta não se ficar, respondendo-lhe à letra, o que faz com que Arabella fiquei ainda mais irritada e temendo perder o seu amado irá fazer de tudo para separar Pegeen e Edward.

A narrativa não é original mas a história é muito divertida. Para quem já leu Meg Cabot, sabe que a autora tem um sentido de humor único e faz com que o livro seja tão bom. E claro o casal protagonista tem um grande papel na trama, embora não sejam personagens inovadoras. Pegeen sempre com uma resposta na ponta da língua expecto quando apanha uma infeção na garganta (e que giro foi vê-la a não dar troco às provocações de Ed) esconde um passado que quer esquecer e que vai adicionar um toque de mistério ao romance. Edward que sempre teve uma mulher, vê-se completamente atraído pela jovem, apesar de ela (tentar) não lhe ligar nenhuma. O fruto proibido é o mais apetecido...

Esta negação da paixão um pelo outro só apimenta ainda mais a história, pois quando os dois chegam a vias de facto, as cenas de sexo são explosivas e muito provocadoras. Não são cenas muito explícitas, têm alguns detalhes mas sem caírem na banalidade. Posso dizer que têm sedução e amor nas doses certas. Ao princípio Pegeen tenta resistir aos avanços do Lord, não caindo na tentação de um duque mimado e mal acostumado desde que nasceu. Não é por ser rico mas também por ter grande experiência na arte do amor. Afinal de contas como é que ele a pode querer? Ela é apenas mais uma rapariga simples, pobre e para além disso tudo virgem, sem qualquer experiência em jogos de sedução. Não obstante os avisos de Pegeen a Edward para este manter as suas mãos atrevidas dentro dos bolsos das calças, a verdade é que este não se consegue controlar quando está junto dela e nem ela consegue aguentar os efeitos que os toques de Edward têm na sua pele nem resistir ao bom coração que Edward aparenta ter. Uma das cenas que mais gostei foi quando Pegeen visita a estufa que o duque construiu para a sua falecida mãe. Um abrigo ao sol cheio de plantas e flores importadas, um pequeno paraíso romântico adequado a esta Rosa Selvagem. Um jardim que enche este livro de um aroma quente e intenso, como a paixão dos dois protagonistas. 

Confesso que todo “anda para a frente e para trás” irritou-me um bocado e acho que a autora alongou-se um pouco na história, porque à partida já se sabe que Pegeen e Edward vão ficar juntos e “enche-chouriços” cortou um pouco o ritmo do livro, mas tirando isso foi uma leitura muito agradável e mais para o fim do livro há uma grande revelação que muda o rumo de toda a história, foi uma boa surpresa, pois não estava à espera do que aconteceu e foi bom ser surpreendida. Gostei deste ponto de mistério no livro, tornando todo o enredo mais interessando, não se centrando apenas na relação amorosa do casal protagonista.

Concluindo, não poderia ter gostado mais do livro. Devorado em poucos dias, um romance leve, divertido, misterioso com uma pitada sensualidade e uma forte fragância a rosas. Recomendo.



Lady M.

5 comentários:

  1. Muito tu me contas.
    Não sabia que Patricia Cabot era igual a Meg Cabot. Logo aqui já meteste uma pedra gigantesca na balança de NAO LER visto que o unico livro que li de Meg Cabot ficou-me entalado pior que espinha de peixe-espada!

    "O que ele não esperava era encontrar o amor..." ahahah oh Mafi, parece mesmo aquelas frases típicas das sinopses =P

    Arabella? No livro da Jodi que estou a ler tambem há uma porca badalhoca chamada assim! eheh

    Diz-me antes de ler: A Pegeen é linguaruda até ao fim ou a meio fica mole e igual aquelas personagens femininas dos romances históricos que eu detesto?

    Ela tinha que ser virgem...

    Então quer dizer que valeu a pena a espera.

    Bem, espero então gostar mais desta Cabot do que da outra. Acho que vou arriscar, mas só por causa dos teus apontamentos!

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    Respostas
    1. Meg Cabot é tão divertido? Claramente começaste por um dos piores dela - O Insaciável não é muito bom, mas ela tem uns muito engraçados. Tenta ler "O Rapaz da porta ao lado" :)

      Ai eu sou uma romântica.

      Ui se algum dia conhecer alguma Arabella já sei que não é boa pessoa!

      A Peggen é linguaruda quase até ao fim...no final já se apercebe que não vale a pena ser tão dura com as pessoas que têm dinheiro, só pq ela não tem e já começa a ver que o dinheiro pode trazer felicidade e bem estar!

      Sim, o drama e o horror se não fosse virgem!

      Arrisca, acho que vais gostar! Atenção que a autora não sabe usar outros nomes para chamar uma pessoa, repete imenso Pegeen isto, Pegeen aquilo, claramente não conhece a palavra "ela".

      :)

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    2. Hum, tens? emprestas-me então?

      Ok, vou confiar em ti, mas se não gostar já sabes o que te acontece!

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    3. Não tenho =( Sorry! Li da biblioteca ;)

      Sim já sei que levo tau tau :P e nunca mais me emprestas nenhum livro da Nora, já sei!

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    4. Ahahah eu disse isso?? Se disse foi bem dito (e ameaçado).

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