domingo, 7 de outubro de 2012

[Ponto M.] "As cinquenta sombras mais negras", de E.L.James

As Cinquenta Sombras Mais Negras


Sinopse:

Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle. Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os p ensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir.

Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante. Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.Uma escolha que só ela pode fazer…



 AVISO: o artigo contém SPOILERS!

Opinião:

Esta opinião foi feita depois de ter lido o livro pela 3ª vez. Não, não sou nenhuma fã histérica da trilogia ou uma mamã que fico viciada em porno nem a minha deusa interior me obrigou a ler o livro pela terceira vez. Apenas li a fanfic, li depois em inglês a versão em livro (ou seja li mais uma vez a fanfic, se que é que me entendem) e voltei a reler em português (com uma tradução que deixa a desejar) para poder formular esta opinião.

Confesso que à terceira leitura e influenciada por todo o mediatismo ridículo que este livro tem tido, “As cinquenta sombras mais negras” já não me parece tão bom como me pareceu da primeira vez ou provavelmente nunca o foi.

Já muita coisa foi dita mas tenho de explicar a minha relação amor-ódio com a obra de E. L. James. Enquanto metade de Portugal anda febril com esta saga, eu já conheço Christian Grey e companhia desde 2010, altura em que as mais de mil páginas que compõem os dois primeiros volumes, estavam gratuitamente expostas na internet para quem as quisesse ler com o nome de “Master of the Universe”.

Eu, Mafalda Maria, ávida leitora de fanfics devorei os vários capítulos que compunham esta obra onde os nomes das personagens eram iguais a outro fenómeno mundial chamado “Twilight”. Como fanfic posso dizer que é uma das melhores que já li, e que cumpre bem o seu objectivo: entreter um público alvo com as suas personagens favoritas, numa história completamente diferente à do original e claro que aqui não há vampiros nem bebés que crescem a uma velocidade assustadora.

Em 2011 numas pesquisas descobri que toda a fanfic tinha sido editada em dois livros e que a autora estava a escrever um terceiro para completar a trilogia. Fiquei contente e até reli os dois primeiros livros, claro que já conhecia a história e portanto a versão livresca não me proporcionou nada de novo.
Mas nunca na minha vida imaginaria que em pleno 2012 meio mundo estaria verdadeiramente infectado por esta febre cinzenta. Chiça sinto-me velha e até com vergonha ao dizer que Fifty Shades of Grey it’s soooooo 2010.  

Claramente todo o mediatismo extremamente exagerado em volta desta série, fez com que a minha paixão por esta história se tornasse num absoluto desprezo em tudo o que esteja relacionado com CSG. Mas até contradizendo-me e masoquista como sou, resolvi reler este segundo livro em português e irei ler o terceiro, onde estou verdadeiramente curiosa, pois quero muito saber como é que a autora pensou e escreveu já com a ideia que ia sair em livro e não apenas como uma mera história de fã para fã.

Temo que não haja evolução nem na escrita mas isso é assunto que abordarei no derradeiro livro: “As cinquenta sombras livre” a ser lido brevemente e com lançamento a 12 de Novembro, pela editora Lua de Papel.

Agora que já me assumi como a pior fã de sempre desta série, vamos à opinião deste segundo livro.

O livro começa três dias depois da separação entre Christian e Ana em que ambos se encontram completamente devastados e perdidos sem a sua cara-metade. De realçar que Ana decide terminar tudo com Grey pois não consegue aguentar a sua faceta mais agressiva de dominador.

Focada no seu novo trabalho numa editora, o pensamento de Ana é dominado por Grey e vice-versa, está claro que ainda estão apaixonados e não conseguem viver um sem o outro. Ok, é compreensível todo este drama mas também não é preciso exagerar, por amor de Deus passaram apenas 72 horas! É que ficam novamente juntos logo no 1º capítulo!! O início podia ter sido melhor, perdeu-se logo o entusiasmo todo de vê-los separados durante mais algum tempo.

Christian apresenta-se no início do livro bem diferente do que vimos em “As cinquenta sombras de Grey”, decidido a reconquistar a ex-namorada e a mostrar que têm um lado mais calmo e que sabe ser um namorado normal, ou pelo menos pensa ele que exigir que a Ana come de hora a hora ou que comprar a empresa onde esta trabalha, são acções de um namorado normal. Mesmo assim, as primeiras páginas do livro foram divertidas com as picardias e provocações entre os dois. Claro que esta normalidade vai-se reflectir nos encontros sexuais e esqueçam as brincadeiras e jogos eróticos, a partir de agora é um namoro normal para os dois…ou será que não?

Este livro não possui uma única história central, vários enredos se entre cruzam formando uma teia de nós que iram dificultar o relacionamento entre Grey e Anastasia. Primeiro, Grey possui um passado difícil e iremos descobrir alguns dos seus segredos mais obscuros deste. Ao haver uma trama, o livro torna-se melhor pois já há uma estrutura que começa e vai-se desenrolando em todo o livro até ao fim, ao contrário do primeiro em que não havia bem uma história, não havia uma linha lógica de acontecimentos. O livro lê-se fluídamente e rapidamente.

Portanto o que vemos neste livro é o regresso de  uma ex submissa de Christian, tarada e obcecada pelo jovem milionário e que deixa a pobre da Ana roída de ciúmes sem ter a mínima razão para os ter, pois valha-me todos os santos Christian só tem olhos para a sua bela Ana. E ele tanto está louco de desejo por ela como passado 5 segundos já está a impingir que a moça faça isto e aquilo como ele bem quer. Na minha opinião a dominadora da relação é Ana pois ela é que o controla e não vice-versa. ahah Ladies, eles não nos resistem!

Eu até não desgosto da Anastasia mas tenho de confessar que numa terceira leitura já não  tenho muita paciência para ela…nem para ela nem para o Grey! Mas vá o Christian ainda consigo suportá-lo (para um terceiro livro) pois aqui ele mostra traços de romantismo de um namorado normal e não de um companheiro que sufoca a namorada. O mesmo não aconteceu com Ana, que continua aborrecida, sendo a parte mais divertida (mas um bocadinho irritante) a sua Deusa Interior.
Mas não querendo estragar a reputação da moça como uma das personagens mais aborrecidas de sempre até gostei dela fazendo frente ao maníaco do Grey. Eu faço o que eu quero e o que me apetece. Não é bem assim, mas já está melhor!

Indo ao que interessa, as cenas de sexo continuam dentro da mesma linha que o livro anterior, embora em menor número. As cenas sexuais em ambos os livros não me chocaram nada, pois não são as melhores cenas eróticas que já li são hot q.b e dão alguma ‘dinâmica’ ao livro.

Desta leitura posso concluir que a autora conseguiu mostrar outra faceta do protagonista, ou  seja o Grey  não é apenas ciumento e possessivo, ele neste livro está mais fofo, mais calmo, vá aqui até se compreende o fascínio por esta personagem. Se este foi o principal objectivo deste segundo livro, então foi cumprido. Infelizmente a sua amada continua no mesmo plano, não saindo do estereótipo que se apresentou no 1º livro.

O final do livro deu a entender que aproximam-se problemas para o casal e gostei deste toque de mistério e suspense e espero que no último livro haja alguma tensão que dê uma lufada de fresco a esta trilogia cinzenta.




Contem-me tudo sobre esta trilogia, adoram ou odeiam? É vos indiferente?

Até para a semana,

Lady M. 

8 comentários:

  1. espera um dia ou dois e já te digo!!

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  2. Eu gosto. Sim, não é nenhuma grande obra libertária mas para as mais românticas, como eu, é muito giro.

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    1. Eu sei que gostas! e não há mal nenhum nisso :) hihi

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  3. Hum, eu li os três livros e sinceramente, não gostei. Ok, a ideia é interessante mas a escrita não é das melhores e não há qualquer desenvolvimento das personagens. E mesmo a ideia tem grandes falhas porque há imensas coisas que não fazem qualquer sentido.
    Uma coisa que me irrita imenso é a Ana estar constantemente a trazer a sua "inner goddess" ao de cima, do género... quem é que faz isso? Parece-me tão irritante e idiota, sem falar que ela só diz "Oh, my!", sempre.

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    1. Obrigada pelo comentário Inês! :)

      Se leste a minha opinião percebeste que actualmente também não sou a maior fã da trilogia mas mesmo assim vou ler o 3º, tmb só falta mais um.

      Mas falando no geral e vendo "a coisa" como um todo, sim não é nada de outro mundo, a escrita é básica. Eu acho que há um desenvolvimento do Grey, já da Anastasia isso não acontece... sim é muito irritante todas aquelas repetições que deixam uma pessoa a revirar os olhos de 2 em 2 minutos!

      Mas eu gosto de ver o lado positivo...meteu imensa gente a ler e revelou as Porn Mums ao mundo (eheh estou a brincar) :P

      Eu acredito que a autora nunca mais escreva nada na vida dela, já tem a vida feita!

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  4. Eu, como sou uma romântica incurável, acabei por gostar bastante desta trilogia, acho q se pode dizer q o 1ro estranhei e o resto entranhei!!
    Não conhecia bem o mundo BDSM e com a leitura deste livro abriu-se uma porta, sim sei q há quem escreva bem melhor e hei-se lá chegar, mas para quem não conhece...
    Serviu bem o seu propósito, as 1ras palmadas q a Ana levou doeram-me a sério, fiquei impressionada e até revoltada, tb com o facto de ela se ter permitido e permitir q ele lhe faça algumas coisas, mas depois de perceber melhor a dinâmica deste estilo de vida passei a aceitá-lo e assim pelo menos, quando fôr ler os livros q são realmente bons já vou psicologicamente preparada... :D =P

    O enredo apesar de soft até achei interessante, neste volume é revelado um pouco mais do negrume do Grey e aparece O vilão da história que dá o seu toque de mistério à trama, quanto à ex-sub tb gostei de a conhecer pq assim tive um vislumbre de c era realmente o Grey Dom e dá p comparar o comportamento c o "lost" Grey sob influência Anastasiana =D e perceber c diz a Mafi q é a Ana quem realmente domina a relação independentemente de quão intimidada se sinta por ele. São uns FOFINHOSSSSS!!!!

    O 1ro li em PT (e já aí notei erros de tradução) e os outros 2 fui ler em ING, tendo depois relido o 1ro em ING tb e notei grande diferença, peguei no 2 em PT, desfolhei as 1ras páginas e fiquei logo eriçada com a tradução, que desilusão, esta obra q como muito bem é dito acima, não é nada de extraórdinário, mas q rende bons €€€ de certeza, rende...
    Epah, podiam ter-se esmerado, de certeza q não falta € para pagar a tradutores "como deve ser", estas traduções são uma falta de respeito para com os leitores!! :S
    Perdi a vontade de comprar o 2 e o 3 em PT...

    Confesso no entanto que gostava de uma sequela!! xD

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    1. Obrigada pelo comentário =)

      Eu adoro quando comentam :D

      Começando pelo fim a meu ver, os erros de tradução devem-se sobretudo à ganância de querer vender e editar a trilogia em pouco tempo. Eu nunca vi em portugal saírem 3 livros 7 meses! é algo inédito. Isto está a vender que nem pãezinhos quentes e só querem é despachar, para depois poderem pegar em outras obras bebedoras da mesma influência, como está a acontecer com o novo livro que vai sair da Bella Andre, pela Planeta e que irá ser analisado posteriormente aqui no cantinho :)

      Não me admiro se para o ano não comecem a traduzir a trilogia da Sylvia Day...ao menos esses já vão estar lidos eheh

      Bem quando ao Grey não há mto mais a dizer, é assim já me disseram que aquilo é um insulto ao verdadeiro mundo de BDSM, mas como não li mais nada e o que li chegou-me, posso dizer que sim até acho que é um boa introdução a este mundo de dominação e submissão. Mas eu gosto mto mais do Grey fofinho mas ainda possessivo e controlador do que ele como "sex-machine" e dominador na cama...se bem que um bocadinho desta faceta também apimenta sempre a relação eh eh

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